Artur Fonseca: há 50 anos a salvar memórias rurais do esquecimento

Artur Fonseca transformou a própria casa, em Santarém, num museu rural com mais de mil objetos, onde guarda centenas de peças antigas e preserva memórias de um passado que teme ver desaparecer.
Rui Mendes Morais
Rui Mendes Morais Jornalista
Francisco Maia Editor de imagem
Paula Fernandes Repórter de imagem
11 abr. 2026, 08:00

Em Secorío, no distrito de Santarém, Artur Fonseca, com 80 anos, guarda na própria casa uma coleção única que funciona como uma verdadeira cápsula do tempo. Entre ferramentas agrícolas, utensílios antigos e objetos do quotidiano, o colecionador reúne mais de meio século de história, grande parte construída a partir de peças que lhe foram sendo oferecidas ao longo da vida. 

A coleção com mais de mil objetos, distribuída por dois barracões, retrata o modo de vida e as profissões que o tempo e a tecnologia foram transformando ou fazendo desaparecer. O Conta Lá, conheceu também de perto a arte do bunho, uma técnica artesanal, praticada pelo colecionador, que está em risco de desaparecer dado. Apesar do reconhecimento de quem visita o espaço, Artur Fonseca teme pelo futuro do espólio e defende a criação de um museu na freguesia, garantindo que as memórias que ali guarda não se percam e continuem acessíveis às próximas gerações.