Artur Fonseca: há 50 anos a salvar memórias rurais do esquecimento
Em Secorío, no distrito de Santarém, Artur Fonseca, com 80 anos, guarda na própria casa uma coleção única que funciona como uma verdadeira cápsula do tempo. Entre ferramentas agrícolas, utensílios antigos e objetos do quotidiano, o colecionador reúne mais de meio século de história, grande parte construída a partir de peças que lhe foram sendo oferecidas ao longo da vida.
A coleção com mais de mil objetos, distribuída por dois barracões, retrata o modo de vida e as profissões que o tempo e a tecnologia foram transformando ou fazendo desaparecer. O Conta Lá, conheceu também de perto a arte do bunho, uma técnica artesanal, praticada pelo colecionador, que está em risco de desaparecer dado. Apesar do reconhecimento de quem visita o espaço, Artur Fonseca teme pelo futuro do espólio e defende a criação de um museu na freguesia, garantindo que as memórias que ali guarda não se percam e continuem acessíveis às próximas gerações.